sábado, 27 de junho de 2009

Edson Nery da Fonseca na Wikipédia

Finalmente, um artigo sobre Edson Nery disponível na Wikipédia, fruto do esforço dos colaboradores desse blog!

Acessem http://pt.wikipedia.org/wiki/Edson_Nery_da_Fonseca.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Edson Nery no Open Library

Pesquise cerca rde 50 títulos, autores, anos e editores
das obras de Edson Nery da Fonseca aqui no OPEN LIBRARY.

Postado por Iruama.

Introdução à Biblioteconomia

Edson Nery da Fonseca aborda neste livro todos os aspectos e objetos presentes na história da Biblioteconomia. Explicando o que é a Biblioteconomia, sua forma de organização e função na sociedade.Cita os principais objetivos e objetos presentes na Biblioteconomia, exemplificando cada item e mostrando sua importância e evolução na história da Biblioteconomia.

Os itens presentes no livro são:
  • O livro: importantíssimo veiculo de comunicação. É através dele que se estimula o conhecimento;
  • A biblioteca: é nela que estão presentes o livro, o leitor e o bibliotecário. Fundamental para a disseminação da informação através do bibliotecário.
  • O leitor: é o elemento mais importante da biblioteca, sem ele a biblioteca não existiria;
  • A leitura: a leitura vai além do que se está escrito, é a criação de idéias e a expansão do conhecimento;
  • O bibliotecário: sua presença na biblioteca é essencial. É ele quem vai auxiliar o leitor e ajudá-lo na sua busca por informações. O bibliotecário tem o papel importantíssimo de disseminador da informação, sem ele a biblioteca fica desorganizada e sem sentido.

No final de seu livro, Fonseca introduz alguns textos que falam sobre a Biblioteconomia. falando um pouco dos autores e dos aspectos de seus textos. Os textos são:

* Biblioteconomia – Mário de Andrade
* Poesia e Utilidade de Simões dos Reis – Carlos Drummond de Andrade
* Um Bibliotecário – Gilberto Freyre
* Reflexões sobre a situação atual e futura do bibliotecário no Brasil – Otto Maria Carpeaux
* Um editor no céu – Carlos Drummond de Andrade
* Do leitor – Augusto Meyer
* O gladíolo no ramalhete – Lêdo Ivo
* O bibliotecário – Emilio Carrera Guerra
* Para uma feira do livro – Cabral de Melo Neto

Postado por Eilen.

Postagens

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Cronologia da vida de Edson Nery da Fonseca

A vida de Edson Nery da Fonseca se confunde com a história da Biblioteconomia Brasileira. Foi fundador de cursos de biblioteconomia de graduação e pós - graduação; participou também da fundação da Universidade de Brasília e do IBBD, hoje IBICT. Em 1995, pela UnB, foi condecorado com o título de Professos Emérito, por ter alcançado uma posição eminente em atividades universitárias.

Cronologia da vida de Edson Nery da Fonseca

  • 1921; nasce a 06/12 no Recife e filho do comerciante Inácio Nery da Fonseca e Maria Luíza Nery da Fonseca.
  • 1930-1941; ensino educacional do curso primário e secundário.
  • 1942; com 21 anos, Fonseca ingressa na Faculdade de Direito do Recife interrompendo o curso em 1943 ao ser convocado para o Exército onde presta serviços até 1945. Neste período também exerce o jornalismo literário no Jornal do Commercio e no Diário de Pernambuco até 1946.
  • 1946; aos 25 anos é nomeado, pela Prefeitura Municipal do Recife, à Diretoria de Documentação e Cultura (DDC) tendo o estímulo necessário para a matrícula no curso Fundamental de Biblioteconomia da Biblioteca Nacional no Rio de Janeiro, sendo diplomado no ano seguinte.
  • 1948, retorna ao Recife onde, pela DDC, funda o 1° curso de Biblioteconomia do nordeste que dirige até 1951 quando é dispensado pela Universidade por ter escrito o artigo “Verdades incômodas”, publicado no Diário de Pernambuco.
  • 1952-1953; reside em João Pessoa e sob os auspícios do Instituto Nacional do Livro ministra cursos intensivos de Biblioteconomia para bibliotecários do Estado da Paraíba, Pernambuco e Alagoas.
  • 1954; transfere-se para o Rio de Janeiro onde organiza e dirige o Departamento de Bibliografia do Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação (IBBD).
  • 1955; já em Brasília, ingressa por concurso público na carreira de bibliotecário da Câmara dos Deputados.
  • 1956-1960; é eleito Presidente da Associação Brasileira de Bibliotecários, também organizando e dirigindo a Comissão de Documentação da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
  • 1962-1965; é convidado a integrar o corpo docente na nova Universidade de Brasília (UnB) como professor associado em regime de tempo parcial, quando em 65 torna-se professor titular, organizando e dirigindo os Cursos de Biblioteconomia.
  • 1966; organiza e dirige na UnB a Faculdade de Biblioteconomia e Informação Científica.

Cronologia da vida de Edson Nery da Fonseca

  • 1972; passa a dirigir a Faculdade de Estudos Sociais Aplicados da Universidade de Brasília, até 1978.
  • 1976; contratado pelo Unesco como consultor do projeto para criação de um sistema nacional de bibliotecas na Guiné-Bissau.
  • 1980-1987; requisitado para atuar na Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj, Recife). Inicia as funções como 1° Superintendente do Instituto de Documentação. Em 82 é nomeado Coordenador de Assuntos Internacionais da Fundação, onde de 85 a 86 assume o cargo de Assessor da Presidência vindo a ser dispensado em 87.
  • 1988; é designado pelo Presidente da República para compor a Comissão Especial responsável pela preservação dos documentos integrantes do acervo privado da Presidência onde trabalha até 1990.
  • 1991; aos 70 anos, aposenta-se como professor da UnB. Desde então, dedica-se à conferências e à publicações de livros voltados principalmente para a área da Biblioteconomia e também a respeito da vida e obras de Gilberto Freire, a quem dedica grande apreço.

Artigos escritos por Edson Nery da Fonseca

Clique na imagem para visualizá-la em maior resolução.


Postado por Mayara

quinta-feira, 25 de junho de 2009

EDSON NERY DA FONSECA
Antonio Miranda

Na cadeira de balanço, com um gato
no colo, mais bem seria um livro,
um terço, uma fruta, uma caixa.
Está lendo Bandeira, talvez Oscar Wilde,

relendo Gilberto Freyre – ou seria Mallarmé?
enquanto acaricia o felino predileto.
Sonha e rumina seu amor secreto.
Aristocrático, sim, e por que não?

Não importa se de origens lusitanas
fidalgas (de antigas capitanias) ou
se descendente de imaginários holandeses.
Se não por sangue, por afinidades,

(de ingleses, por certo) pernambucanidades,
herdades cultivadas e consubstanciadas.
Altivo, ativo, polêmico, apaixonado,
na sua Olinda colonial, junto à

igreja de sua maior devoção,
mas seu coração é livre, aberto
- livro aberto – numa fé que é
a um tempo carnal e transcendente.


Disponível em: http://www.antoniomiranda.com.br/poesia_ilustrada/portugues/edson_nery.html
Acesso em: 20 de junho de 2009

quarta-feira, 24 de junho de 2009

terça-feira, 23 de junho de 2009

MAPA ( Em confissão a Janice Monte-Mór)

MONTE-MÓR, Janice. Evocação. In: MOTTA, Antonio; VERRI, Gilda Maria Whitaker (orgs.). Interpretação de Edson Nery da Fonseca. Recife: Bagaço, 2001. p. 55-58.

Curiosidades

LIVRO INTERPRETAÇÃO DE EDSON NERY
ANTONIO MOTTA. BAGAÇO. 2001:

O livro Interpretação de Edson Nery da Fonseca é uma coletânea de textos reunidos por Antonio Motta e Gilda Maria Whitaker Verri, em homenagem aos oitenta anos de Edson Nery da Fonseca. Os textos mostram desde sua carreira como bibliotecário, sua influência na biblioteconomia brasileira, passando pela dedicação ao estudo de Gilberto Freyre e sua obra, chegando ao desejo de se tornar um monge beneditino e a paixão pela poesia e por gatos. Bibliotecários, bibliófilos, jornalistas, professores, escritores, intelectuais, poetas e demais amigos encontram-se representados nesta belíssima homenagem.

Imagens:

Curiosidades

Retiradas do livro Interpretação de Edson Nery Fonseca. Antonio Motta. Bagaço. 2001:
Através das referências bibliográficas registradas em listas ou notas de rodapé, ou seja das citações, a autora analisará quais foram as principais influências sobre o pensamento de Edson Nery da Fonseca na construção de sua visão sobre a biblioteconomia e a documentação no Brasil.
Foram identificadas 1212 citações em 583 fontes. Dentre os 494 autores citados, destacamos apenas os cinco primeiros: José Ortega Y Gasset, 31 citações; em segundo Gilberto Freyre, 30 citações; em terceiro Louise-Noële Malclés, 23 citações; em seguida Rubens Borba de Moraes, 18 citações; Paul Otlet, 17 citações.
Já dentre as instituições as cinco mais citadas foram: Unesco, 46; Brasil: Leis, Decretos, etc, 22; American Library Association, 7; IBBD (Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação), 7; FID (Federação Internacional de Documentação), 5.
A autora ainda faz uma divisão das citações por: obras citadas pelo título, onde destaca-se a presença marcante das enciclopédias; tipo de documentos citados, sendo o livro o tipo mais utilizado (526), e entre outros a bibliografia, que segundo a autora refletem seu interesse profissional; data da publicação dos documentos citados, dentro de um período compreendido ente 1776 a 1992, o período de 1949 a 1979 foi o mais freqüente, sendo o ano de 1972 o ponto mais alto, já o pico existente em 1934 corresponde as citações de Paul Otlet; e por fim o local de publicação e idioma dos documentos citados, Brasil, França, Estados Unidos e Inglaterra, ente outros.
Por fim a autora conclui que ficou patente a influência exercida por Ortega y Gasset, talvez porque este também teve forte atuação sobre a biblioteconomia brasileira. Outro ponto foi a soma de citações a países europeus, confirmando as fontes européias que influenciaram tanto a biblioteconomia quanto o pensamento de Edson Nery da Fonseca.
MUELLER, Suzana Pinheiro Machado. Fontes da produção Intelectual em Biblioteconomia e documentação. In: MOTTA, Antonio; VERRI, Gilda Maria Whitaker (orgs.). Interpretação de Edson Nery da Fonseca. Recife: Bagaço, 2001. p. 116-151.

Curiosidades

Retiradas do livro Interpretação de Edson Nery Fonseca. Antonio Motta. Bagaço. 2001:
O Sr. Edson Nery da Fonseca – o jovem técnico a quem se deve o quase milagre realizado na Faculdade de Direito do Recife... – é bem continuador do Sr. Borba de Moraes. À competência técnica junta o Sr. Nery da Fonseca – que é também um escritor novo, cheio de possibilidades – um entusiasmo de franciscano e paciência de beneditino. É completo. Cuida do geral e dos pormenores. Cuida dos livros sem esquecer-se de que os livros devem existir para os homens como os sábados da definição de Cristo.
FREYRE, Gilberto. Ressurreição de uma biblioteca. . In: MOTTA, Antonio; VERRI, Gilda Maria Whitaker (orgs.). Interpretação de Edson Nery da Fonseca. Recife: Bagaço, 2001. p. 38-39.
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Curiosidades

Retiradas do livro Interpretação de Edson Nery Fonseca. Antonio Motta. Bagaço. 2001:

Edson Nery da Fonseca e Gilberto Freyre cultivaram uma amizade de mais de quarenta anos. Assim como Edson Nery da Fonseca, Gilberto Freyre era pernambucano, nascido no Recife em 1900, faleceu aos oitenta e sete anos. Os longos anos de estudo das obras de Freyre e a aproximação e convivência entre ambos renderam a Nery da Fonseca o título de Gilbertólogo, ou Gilbertófilo como ele prefere ser denominado. A amizade entre os dois também rendeu um compadrio, Edson Nery da Fonseca, o “tio Gigante”, foi o escolhido por Fernando, filho de Freyre, para ser seu padrinho de crisma.

Guardo em meus arquivos a mensagem que recebi a alguns anos atrás: ‘Um dia – faz muitos anos – certo menino convidado pelos Pais ao escolher seu Padrinho de Crisma, apontou, sem vacilar, o Tio Gigante. E na igrejinha de Boa Viagem, em outro dia também perdido no tempo, o afilhado e seu Padrinho renovaram juntos as promessas do Batismo. Como disse Joaquim Nabuco, o traço da vida é um desenho da infância que o adulto conserva pelo resto da vida. Meu caro Fernando, você é o desenho que eu conservarei por toda a vida. 8 de agosto de 1978. Edson Nery da Fonseca’.
FREYRE, Fernando de Mello. Um devoto dos livros. In: MOTTA, Antonio; VERRI, Gilda Maria Whitaker (orgs.). Interpretação de Edson Nery da Fonseca. Recife: Bagaço, 2001. p. 165-172.
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Durante o Ciclo de Conferências sobre Casa-grande & senzala, em 1983, Edson Nery da Fonseca revela:
A primeira referência que ouvi a respeito de Casa-grande & senzala foi de que se tratava de um livro imoral. No curso pré-jurídico do Colégio Oswaldo Cruz, um certo professor Moacir de Albuquerque recomendara a leitura da obra e uma das alunas era minha irmã mais velha; ouvi-a contar em casa ter o pai de uma de suas colegas proibido a leitura prescrita pelo professor em nome da moral.
FREYRE, Fernando de Mello. Um devoto dos livros. In: MOTTA, Antonio; VERRI, Gilda Maria Whitaker (orgs.). Interpretação de Edson Nery da Fonseca. Recife: Bagaço, 2001. p. 165-172
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No ano de 2000, em comemoração ao centenário de nascimento de Gilberto Freyre, Edson Nery da Fonseca é designado pela Fundação Gilberto Freyre para auxiliar no projeto que pretendia filmar um documentário do Freyre, sob a direção de Nelson Pereira dos Santos. Entretanto, além de conselheiro também se tornou o narrador/ator do primeiro episódio de quatro que seriam filmados. Essa primeira parte abordava a vida e a importância de Casa-grande & senzala. A princípio o ator José Wilker havia sido designado para tal tarefa, mas impossibilitado de assumi-la Nelson Pereira dos Santos resolveu convidar Edson Nery da Fonseca, que não só aceitou como surpreendeu o diretor e sua equipe.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Curiosidades

Retiradas do livro Interpretação de Edson Nery Fonseca. Antonio Motta. Bagaço. 2001:
"É graças aos esforços de Edson Nery da Fonseca que Recife ganhou seu primeiro curso de Biblioteconomia. Em 1949 Edson Nery da Fonseca é contratado para organizar as bibliotecas da Universidade do Recife, especialmente a biblioteca da Faculdade de Direito. Com o apoio do então reitor Joaquim de Almeida Amazonas, Edson Nery da Fonseca planeja e organiza o primeiro curso de Biblioteconomia do Recife, em março de 1950.
A princípio não havia verba orçamentária destinada à criação do curso, por isso ENF começou um trabalho de convencimento de alguns professores para que os mesmos lecionassem gratuitamente. No currículo do curso havia a disciplina Introdução à Literatura e Myriam Gusmão de Martins lembra-se da dificuldade para convencer um professor não bibliotecário a ministrar tais aulas. Edson Nery da Fonseca, conhecedor dos hábitos da terra, saía no horário em que sabia o candidato estar em casa para a ceia. Metia-se ou peava-se em seu minúsculo carro, levava-me como acompanhante, e tentava convencer o candidato a colaborar. Assim, conheci Evaldo Coutinho, mas foi Costa Porto quem conseguiu se catequizar para, de graça,
ministrar aulas de Literatura aos alunos do curso de Biblioteconomia."
MARTINS, Myriam Gusmão de. Curso de Biblioteconomia da Universidade do Recife. In: MOTTA, Antonio; VERRI, Gilda Maria Whitaker (orgs.). Interpretação de Edson Nery da Fonseca. Recife: Bagaço, 2001. p. 59-64.

Curiosidades

Retiradas do livro Interpretação de Edson Nery Fonseca. Antonio Motta. Bagaço. 2001:
Foi membro fundador e primeiro presidente (1955-1960) da então Comissão de Documentação da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), neste período auxiliou na elaboração das primeiras normas brasileiras de apresentação de artigos e periódicos, de apresentação de publicações periódicas, de referências bibliográficas, sinopses e resumos.
LEMOS, Antonio Agenor Briquet de. O Bibliográfo. In: MOTTA, Antonio; VERRI, Gilda Maria Whitaker (orgs.). Interpretação de Edson Nery da Fonseca. Recife: Bagaço, 2001. p. 96-100.
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"Heraldo Pessoa Souto Maior, em suas lembranças sobre ENF destaca uma cena engraçada. ENF tinha um carro Renault, conhecido como “rabo quente” por possuir motor traseiro. Segundo Souto Maior esse era um carro pequeno, menor que um fusca, e ENF um homem de alta estatura. Em certa ocasião, como era de costume naquela época, de acordo com Souto Maior, os estudantes e intelectuais do Recife tinham o hábito de reunirem-se na Rua Nova, em frente à Igreja da Conceição dos Militares. Eis que estaciona defronte a igreja um pequeno “rabo quente” e uma cena cômica se configura, na medida em que o ocupante do carro, um homem alto, sai de um veículo minúsculo os risos entre os presentes são impossíveis de serem contidos. "
MAIOR, Heraldo Pessoa Souto. Lembranças. In: MOTTA, Antonio; VERRI, Gilda Maria Whitaker (orgs.). Interpretação de Edson Nery da Fonseca. Recife: Bagaço, 2001. p. 72-75.

Curiosidades

Retiradas do livro Interpretação de Edson Nery Fonseca. Antonio Motta. Bagaço. 2001:

"Segundo declaração do próprio Edson Nery da Fonseca seu interesse pela iblioteconomia surgiu a partir da leitura de uma crônica de Mario de Andrade e de um artigo de Carlos Drummond. 'Ambos chamaram minha atenção para a poesia da biblioteconomia e definiram o trabalho do bibliotecário como um trabalho amoroso. Posso dizer-lhe, sem nenhuma intenção de fazer frase, que no meio dessas estantes eu me sinto feliz'".

Esses artigos provavelmente são os mesmos que se encontram ao final do livro Introdução à Biblioteconomia, 2 edição.

HOLANDA, Guerra. Nem monge, nem militar – Apenas bibliotecário. In: MOTTA, Antonio; VERRI, Gilda Maria Whitaker (orgs.). Interpretação de Edson Nery da Fonseca. Recife: Bagaço, 2001. p. 255-258.

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"O avô de Edson Nery da Fonseca tinha uma tipografia, a qual editou livros de diversos escritores pernambucanos, entre eles Alfredo de Carvalho e Pereira da Costa. Sua tipografia também editava a Revista do Instituto Arqueológico."

FERNANDES, Aníbal. In: MOTTA, Antonio; VERRI, Gilda Maria Whitaker (orgs.). Interpretação de Edson Nery da Fonseca. Recife: Bagaço, 2001. p. 25.

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Edson Nery da Fonseca considera estes os cinco melhores livros que leu:


1) Montanha dos sete patamares, de Thomas Merton. É uma autobiografia do
poeta místico americano com quem Nery da Fonseca se encontrou num retiro
espiritual nos EUA;
2) Diário de um pároco de aldeia, de Georger Bernos;
3) Memórias de Adriano, Marguerite Yourcenaar;
4) Os moedeiros falsos, André Gide;
5) Aventura e rotina, Gilberto Freyre.

SIMÕES, Alessandra. Liturgia da memória. In: MOTTA, Antonio; VERRI, Gilda Maria Whitaker (orgs.). Interpretação de Edson Nery da Fonseca. Recife: Bagaço, 2001. p. 218-223.

Edson Nery da Fonseca no orkut

Uma comunidade criada para discutir trabalhos e a obra de Edson Nery da Fonseca existe no site de relacionamentos Orkut. É uma boa opção para quem deseja trocar experiências e idéias com outras pessoas também admiradoras de Edson Nery.
Visite clicando na imagem.

Mais Edson Nery da Fonseca no Café Colombo.

- Biblioteca do Instituto Ricardo Brennand;
- Oscar Niemayer, o homem que não fez Brasília;
- Mário Melo contra homenagem a Manuel Bandeira;
- Gilberto Freyre para Mário de Andrade: seu frango!

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Os Livros do Presidente

Com um acervo de mais de 3 mil trabalhos clássicos, com uma coleção Brasiliana, trabalhos de grandes autores, obras de viajantes estrangeiros, entre outros, a Biblioteca do Palácio da Alvorada contou com uma comissão de peso em sua organização: Manuel Bandeira e Drummond, com participação informal, Celso Cunha, Houaiss, Francisco Assis Barbosa, que escolheram o acervo, e Edson Nery da Fonseca, que tombou, classificou e catalogou os livros que estavam sendo comprados pela Presidência da República.

Para acessar o texto original OS LIVROS DO PRESIDENTE, de Conceição Freitas - Correio Braziliense, 2006, clique para baixar em PDF.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Edson Nery da Fonseca na FLIP

A FLIP Festa Literária Internacional de Paraty, é uma das principais festas literárias internacionais, reconhecida pela qualidade dos autores convidados, pelo entusiasmo de seu público e pela descontraída hospitalidade da cidade. Ocorre de 1 a 5 de julho.
No dia 5 (domingo), às 16h15min, Edson Nery da Fonseca e Zuenir Ventura participarão da Mesa literária 18, Antologia pessoal, que encerra a homenagem a Manuel Bandeira. Amigo e correspondente do poeta, Edson Nery relembra os anos de convivência no Rio e em Pernambuco, e o ex-aluno de Bandeira, Zuenir, rememora os tempos de aprendizado com o mestre. Na mediação, o jornalista Humberto Werneck, biógrafo de Jaime Ovalle e bandeiriano de primeira linha.
Tenda dos Autores: R$ 30
Tenda do Telão: R$ 10

Fonte: FLIP

Ser ou não ser bibliotecário

O livro Ser ou não ser bibliotecário e outros manifestos contra a rotina, de Edson Nery da Fonseca, Brasília: Associação dos Bibliotecários do Distrito Federal, 1988, recomendado por vários atuantes na área da biblioteconomia, é um conjunto de textos (e manifestos) produzidos pelo autor em determinado período de sua carreira, que chamam a atenção pela sinceridade e conhecimento de toda uma profissão. Após sua leitura, o conhecimento das disputas e opiniões de personagens daquele momento, o questionamento que permanece, inclusive também para os ingressantes na área, é se a Biblioteconomia brasileira vai bem.

Alguns trechos significativos, que demonstram o teor da obra, com declarações do autor (sem meias palavras) :

Manifesto Antibibliofílico
“A mim, quando perguntam o que sou, profissionalmente, respondo sempre: sou bibliotecário, mas, por favor, não me venham com frases bilbliofílicas [...] A bibliofilia é um sentimento nobre. Mas, como dizia André Gide, é com os bons sentimentos que se faz a má literatura. E a literatura bibliofílica é, positivamente detestável.”
Projeto de construção de Brasília p.25
“Vai ser um “show” de Biblioteca Nacional. Tudo vai bem. Mas, como boa repartição pública, ficará ela fechada a partir de 8 horas da noite e aos sábados, domingos, feriados, e dias de “ponto facultativo”. De modo que a população de Brasília, não tendo para onde ir, nessas ocasiões, continuará enchendo os bares, as boates, os bilhares e os “inferninhos” onde já não faltam os fumadores de maconha e aspiradores de cocaína.”
Discurso de paraninfo, 1963 p.24
“Telefonei para a biblioteca do D.A.S.P., em Brasília, e perguntei se havia alguma edição da Política de Aristóteles. “Só o senhor dizendo o sobrenome do autor”, respondeu a bibliotecária, “porque no nosso catálogo os autores aparecem pelos sobrenomes”. Creio que basta. Os bovaristas, os ufanistas e os românticos continuam a dizer que tudo vai bem. Mas não é tanto assim, como acabamos de ver”.
E a surpreendente paródia do manifesto poético de Manuel Bandeira P.32-34

“Quisera eu que o meu manifesto produzisse, pelo impacto, se não uma renovação da biblioteconomia brasileira – pois para tanto me altam o engenho e a arte de que falava o poeta – pelo menos um exame de consciência e um propósito no sentido dessa desejável e necessária renovação. [...]

Estamos fartos da biblioteca-repartição pública, “com livro de ponto, expediente, protocolo e manifestações de apreço ao senhor diretor”.
Estamos fartos da catalogação pára e vai averiguar no código da Biblioteca Vaticana se deve usar colchetes ou parênteses. [...]
Estamos fartos das mocinhas – de que fala Rubens Borba de Moraes em O problema das bibliotecas brasileiras – que querem ser bibliotecárias enquanto não casam e das pessoas que vão trabalhar em bibliotecas porque gostam de ler e querem à força viver no meio de livros. [...]
Os bibliotecários que se levantem! As mocinhas que vão esperar pelo casamento em
outros lugares! Limpem e iluminem as estantes. Soltem gatos para que todos os
ratos de biblioteca sejam devorados..."

terça-feira, 16 de junho de 2009

Edson Nery e a Biblioteca da ABL

A Academia Brasileira de Letras conta com duas bibliotecas, a Biblioteca Acadêmica Lúcio de Mendonça (antiga Biblioteca Acadêmica) que a acompanha desde a fundação, e a Biblioteca Rodolfo Garcia inaugurada em 2005.
A Biblioteca Rodolfo Garcia contou com Edson Nery da Fonseca para fazer a seleção de seus livros: "Ela está muito bem planejada. É uma coisa impecável. Não existe outra igual no Brasil". Sobre a biblioteca: Biblioteca Rodolfo Garcia e sobre participação de Fonseca, um post do blog BSF (ainda no endereço antigo), retirado d'O Globo: Ler é viver

Edson Nery da Fonseca na Revista Continente

A edição número 100 da Revista Continente traz uma reportagem com Edson Nery da Fonseca: "Um oblato que cultiva jardins, quer dizer, livros". Trecho retirado do site:

"Sua casa encerra — através dos inúmeros quadros, móveis, livros, fotografias, antos, discos e os gatos que lá habitam — os registros da sua trajetória de vida, das coisas que lhe foram caras ao longo da sua existência de 87 anos. Ali estava a maior das suas paixões: o livro. Ou melhor, os seus mais de 12 mil livros. Reinando absolutos em todos os recantos da casa, aqueles volumes acusavam não somente que estávamos na casa de um leitor ávido, mas de um leitor que amava o conhecimento no sentido mais amplo da palavra. Sua biblioteca cobria livros de literatura, biblioteconomia, antropologia, sociologia, história, arquitetura, livros religiosos e de arte, textos da dramaturgia universal, do cinema, volumes de memórias, biografias e autobiografias..."

Leia o trecho inicial no site da Revista Continente.

Instituto Brennand e Biblioteca Edson Nery

Instituto Ricardo Brennand

O Instituto Ricardo Brennand, no Recife, possui uma significativa quantidade de obras e objetos relacionados ao Brasil Holandês. Livros, tapeçarias, coleções de artistas famosos e de importantes figuras brasileiras. Sua biblioteca, projetada para reunir mais de cem mil volumes, disponibiliza para pesquisa um acervo que possui inclusive obras raras de Edson Nery da Fonseca (manuscritos de Casa-Grande & Senzala, de Gilberto Freyre, também incluídos), e outras dificilmente disponíveis em outros locais, por sua raridade importância histórica.

Para saber mais visite: http://www.institutoricardobrennand.org.br/

Biblioteca Edson Nery da Fonseca

Com um acervo de mais de cinco mil livros didáticos e paradidáticos, e sala multimídia aberta ao público para consultas. Situa-se na Av. Visconde de Suassuna, 500 Boa Vista, no Recife.

Mais informações, agenda cultural disponível em: recife.gov

domingo, 14 de junho de 2009

Ler ou não ler todos os livros

Em “Ler ou não ler todos livros”, Edson Nery da Fonseca discorre sobre a importância e necessidade de uma pontual seleção de livros, os quais são indispensáveis para a obtenção de cultura e formação intelectual, e tal seleção para ser de fato um instrumento de auxílio, deve ser elaborada a partir de objetivos e necessidades universais, pois para esse autor: “Para ser culto não é preciso ler todos os livros, mas apenas os essenciais. Saber quais são esses livros é um problema tão sério quanto o “ser ou não ser” de Hamlet”.
Alguém já disse que “tudo no mundo existe para transformar-se em livro”, e a parti disso, com a elevada produção bibliográfica, é deveras impossível ler todos os livros, até porque muitos livros são inóspitos e inúteis; por conseguinte, a seleção e classificação do que se deve ler é algo primordial, e eis o significado e razão de ser das bibliotecas, as quais compilam listam dos melhores livros publicados no mundo.
As discussões em torno dessas grandes produções são sobremodo antigas, pois desde o século XVII eram oferecidos cursos com duração de quatro anos para que os autores gregos e latinos fossem estudados; posteriormente, em 1919, esse tipo de estudo passou a fazer parte de importantes discussões nas universidades norte-americanas, pois julgavam que tal tipo de estudo deveria ser adquirido no primeiro ciclo do curso superior.
O “boom” bibliográfico passou a ser identificado a partir das listas do século XIX, à exemplo disso temos a lista do austríaco William Swan Sonnenschein, com referências de 150 000 obras, estabelecidas na Inglaterra; e como profere Edson Nery: “Augusto Comte foi outro que se preocupou com um programa sistemático de leituras, selecionando cerca de 100 obras que classificou em quatro partes: Poesia, Ciência, História, e Síntese”.
A explosão bibliográfica já citada foi a grande responsável pelas especializações dessa área, bem como impositora de catálogos padronizados, e listas orientadas nas bibliotecas públicas as quais estavam surgindo, e necessitavam de coleções básicas, e a primeira lista básica publicada foi a da American Library Association – ALA, em 1893, a pioneira.
Destaca-se, portanto nesse cenário, a importância e interesse dos bibliotecários, os grandes responsáveis pelas produções e compilações de tais listas, os quais passaram a ser vistos segundo Ortega Y Gasset como filtros que se interpõe entre a infinidade de livros, e o homem; e segundo Jorge Luis Borges: “Ordenar Bibliotecas é exercer de um modo silencioso e modesto a arte da crítica”.
Tivemos como pioneiro nacional com esse objetivo, o maranhense Domingos de Castro Perdigão, diretor da biblioteca pública de seu Estado, o qual buscou através da publicação de um livro dividido em três partes: leituras preparatórias (dos oito aos dez anos); educativas e instrutivas (dos doze aos quinze anos); e ilustrativas (dos quinze aos dezoito anos), instruir e orientar a leitura da sociedade de seu tempo.
O interesse pelas grandes listas ainda é bem presente em meio de escritores, bibliotecários e educadores, pois nossas bibliotecas agora, são dirigidas por critérios seletivos, atuais e rigorosos, não mais construídas ao leu; questão tão importante, que tratada e contida no currículo de biblioteconomia.
E para os interessados que buscam orientação nesse meio de explosão, fica a dica de constante contato com as revistas especializadas como a Erasmus, Books Abroad e Choice, européia, norte-americanas respectivamente, haja vista a Editora Nacional Vozes ter tido pouco tempo de iniciativa, uma vez que as bibliotecas ideais voltaram ao esmo, e transformaram o gênero de outrora especificidades de intelectuais. E em busca de alguns indispensáveis a leitura, Edson Nery toma os quatro autores citados por Gustavo Capanema: “Um homem culto é alguém que tem sempre Goethe ao alcance da mão. Um homem culto não dorme sem ler Shakespeare, Dante, Rilke, um grande poeta” pois “para ser culto, não é preciso ler todos os livros, apenas os essenciais”.


FONSECA, Edson Nery da. Ler ou não ler todos os livros. R. Biblioteconomia. Brasília, jan./jun. 1974. Disponível em: http://164.41.105.3/portalnesp/ojs-2.1.1/index.php/RBB/article/view/56/41. Acesso em: 13 jun. 2009.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Edson Nery da Fonseca no Café Colombo

Entrevista do professor emérito da UNB Edson Nery da Fonseca ao programa Café Colombo http://www.cafecolombo.com.br/ da Rádio Universitária FM (99,9 Mhz) do Recife. Ele conversou com Renato Lima e Eduardo Maia sobre o livro "Em torno de Gilberto Freyre", publicado pela Massangana.


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Áudio somente:

domingo, 7 de junho de 2009

A Biblioteca Escolar e a Crise da Educação

“A Biblioteca Escolar e a Crise da Educação” de Edson Nery da Fonseca, relata uma Conferência pronunciada na sessão solene de abertura do Primeiro Seminário Nacional sobre Bibliotecas Escolares, realizado em Brasília em outubro de 1982, juntamente do Instituto Nacional do Livro, do Centro Regional para Fomento do Livro na América Latina e no Caribe, e do Departamento de Biblioteconomia da Universidade de Brasília.
Edson Nery, em instantes iniciais agradece a honra de falar na abertura do Seminário Nacional sobre Bibliotecas Escolares, e saúda emocionadamente a Universidade de Brasília onde é professor emérito desde 1995, bem como fundador da Biblioteca Nacional Central da mesma.
Ressalta a utilização da palavra informação em um contexto de planejamento de serviços bibliográficos nacionais: “palavra ambígua, mais adequada á comunicação de massas do que a serviços cujo ideal é antes a formação do que a informação”. Indica as categorias de bibliotecas: escolares, especializadas, nacionais publicas e universitárias; dizendo que todas são igualmente importantes, e com objetivos definidos, atendendo a determinados tipos de usuários.
Questiona sobre porque somente agora (1982) realizar-se um Seminário Nacional sobre Bibliotecas Escolares no Brasil, e a resposta é clara, pois, como estudar bibliotecas escolares em nosso país sendo que essas não existem, dando espaço, ou melhor, suprindo essa necessidade, através das bibliotecas públicas, as quais não apresentam um perfil de usuário perfeitamente direcionado; e é nesse ponto que se justifica o Seminário Nacional sobre Bibliotecas Escolares: o fato da não existência dessas, e cita T. S. Eliot para uma maior percepção e sensibilização para o fato:


Between the idea
Entre a idéia
And the reality
E a realidade
Between the motion
Entre o movimento
And the act
E o ato
Falls the Shadow.
Cai a sombra.

Nessa obra Edson Nery também exalta o Instituto Nacional do Livro bem como evoca Augusto Meyer1 como sendo responsável, por meio de sua fala: “tu vais ser inspetor do Instituto Nacional do Livro no Nordeste, mas haverás de dar maior apoio às bibliotecas das cidades distantes do que às do teu Recife” e por meio do INL, por conhecer a realidade terrível que é o Brasil interiorano, sem conforto, sem higiene, sem bibliotecas dignas desse nome, e ressalta-se muito o “interiorano” pelo fato de Edson Nery ter sido criado em cidade litorânea.
Nesta feliz iniciativa do Instituto Nacional, Edson Nery destaca que as cinco categorias que integram uma rede nacional de bibliotecas devem atuar como elementos de interação, e que o relacionamento entre as bibliotecas públicas e as escolares tem de ser ainda mais estreito, pois é nas escolas que se encontra a maior concentração de alfabetizados sendo ali que a alfabetização pode ser completada, uma vez que essas proporcionam a base e os hábitos permanentes do uso de fontes de informação, e conseqüentemente, uma maior utilização, importância e valorização das bibliotecas públicas futuramente.
Destaca também a louvável convocação de bibliotecários e educadores (pedagogos) para debaterem juntos nessa conferência, pois segundo Clemenceau – “Qualquer matéria é complexa demais para ser entregue a especialistas” e também para tirar de vista qualquer exclusividade biblioteconomizante, ou seja, um monopólio aparente por parte dos bibliotecários.
Segundo nosso autor, “alguém já definiu o bibliotecário como aquele que conhece todos os livros mais não leu nenhum”, e Rubens Borba de Moraes2 disse: “que os bibliotecários pegam em livros é verdade; mas que nunca leram um deles é mentira”, Edson Nery por sua vez afirma que o bibliotecário deve gostar de livros, mas ele deve gostar ainda mais de leitores, ou seja, a biblioteca deveria ser definida como assembléia de leitores e não como coleção de livros.
Por outro lado, se a biblioteca fosse inteiramente regida por educadores poder-se –ia cair em um no reducionismo pedagogizante, ou seja, a biblioteca escolar não seria chamada de biblioteca, mas sim um centro de instrução ou de aprendizado, um centro de mídia educativa ou qualquer outro rótulo corretamente utilizado pelos educadores.
Porém, um tema não explicito e que faz todo o sentido para esse processo está e estará sempre diante de todos: a crise da instituição escolar. Fica demasiadamente incoerente a discussão de recursos humanos e materiais de bibliotecas sem levar em conta a permanente crise das escolas, para Edson, temos que pensar na biblioteca pública ou na biblioteca escolar de forma que atendam às propostas de solução para a crise do sistema escolar.
Nesse contexto, condena-se o treinamento profissional; especialização é a grande chaga na nossa época, pois geram posições classistas e tendem a transformar o país num conglomerado de sindicatos. O objetivo e solução são uma volta ao sistema que oferecia educação humanista, escolas que formem pessoas cultas, e o papel da biblioteca escolar deve ser o de oferecer a infra-estrutura bibliográfica, iconográfica e fonográfica, para uma centrada busca de conhecimento, valores nas obras –primas, Literatura, Filosofia, Teatro, Pintura, e Música, em uma união com o universo dos saberes (pedagogia, literatura, psicologia, bibliografia, entre tantos outros) e dos profissionais respectivos.
Tais crises, tanto das bibliotecas escolares, quanto da própria escola, exigem bibliotecários de altíssimo nível, e nosso país parece não entender esse quadro, uma vez que todas essas especializações e profissionais qualificados e pós-graduados se voltam para bibliotecas especializadas universitárias ou nacionais, restando as bibliotecas escolares, as que existem, profissionais conformados com baixos salários e poucos estudos, e como alguém já disse: “nada mais caro do que um profissional (bibliotecário) barato”, pois bacharéis em biblioteconomia são executantes de serviços técnicos não respeitando e conhecendo como deveria as cinco categorias de bibliotecas integrantes.







1 - Augusto Meyer (Porto Alegre, 24 de janeiro de 1902 — Rio de Janeiro, 10 de julho de 1970) foi um jornalista, ensaísta, poeta, memorialista e folclorista brasileiro. Foi membro da Academia Brasileira de Letras e da Academia Brasileira de Filologia.
Colaborou em diversos jornais do Rio Grande do Sul, especialmente no Diário de Notícias e Correio do Povo, escrevendo poemas e ensaios críticos. Estreou na literatura em 1920, com o livro de poesias A ilusão querida, mas foi com os livros Coração verde, Giraluz e Poemas de Bilu que conquistou renome nacional. Foi diretor da Biblioteca Pública do Estado, em Porto Alegre.
Convidado por Getúlio Vargas para organizar o Instituto Nacional do Livro, transferiu-se para o Rio de Janeiro em 1937, junto a um grupo de intelectuais gaúchos. Foi diretor do INL durante cerca de trinta anos. Em 1947 recebeu o Prêmio Filipe de Oliveira na categoria Memórias e, em 1950, o Prêmio Machado de Assis da Academia Brasileira de Letras pelo conjunto da obra literária.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Augusto_Meyer

2 - Rubens Borba Alves de Moraes, nasceu em Araraquara, SP, em 23 de janeiro de 1899.
Estudou Biblioteconomia nos Estados Unidos, como bolsista da Fundação Rockfeller. Em 1940 fundou o Curso de Biblioteconomia da Escola de Sociologia e Política de São Paulo, que dirigiu e onde lecionou por vários anos. Foi um dos fundadores da Associação Paulista de Bibliotecários.
Na década de 50, atuou com destaque em organismos internacionais na Europa e Estados Unidos, tais como a Biblioteca da ONU e o Centro de Informações da ONU.
Professor emérito da Universidade de Brasília.
Recebeu a medalha Rio Branco do Ministério das Relações Exteriores.
Autor do "Manual Bibliográfico de Estudos Brasileiros", 1949, "Bibliographia Brasiliana", 1958/59, "O Bibliófilo Aprendiz", 1965, entre outras obras.
Grande colecionador de obras raras e livros raros sobre o Brasil, sua coleção pertence hoje à Biblioteca José Mindlin - Centro Internacional de Estudos Bibliográficos e Luso-Brasileiros.
Faleceu em 2 de setembro de 1986.
http://www.crb1.org.br/homenagens/homenageados.htm


FONSECA, Edson Nery da. A Biblioteca Escolar e a Crise da Educação. São Paulo: Pioneira, 1983, 20p.