segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Edson Nery: Vão-se os dias e eu fico

O senhor lançará um livro de memórias?

Vai ser lançado pela Ateliê Editorial em outubro, aqui no Recife, quando há uma bienal do livro. Há muitos anos eu desejava escrever minhas memórias, não por vaidade, mas pelos muitos contatos que eu tive com gente importante [...]

Qual vai ser o formato de suas memórias?

Eu queria escrever meu livro de memórias, mas não sabia como começar. Não ia começar dizendo: "Nasci no dia 6 de dezembro de 1921, na Rua do Progresso, no Recife". Ridículo, né? Eu queria começar de modo diferente. Até que um dia eu estava organizando um livro meu, constituído por conferências que fiz sobre Gilberto Freyre, e numa dessas conferências - tinha esquecido -, eu citava o filósofo espanhol Julián Marías, que numa conferência no Recife, disse: "Para você entender bem uma pessoa, em vez de saber o que ela fez na vida, como está nos currículos, muito mais importante é saber o que ela deixou de fazer na vida". Eu dei um pulo, um grito: "É por aí que eu vou!" Porque eu só sei escrever partindo de um mote. E meu mote foi este. Quase todos os capítulos do meu livro de memórias começam assim: "Por que não me chamo Antonio", "Por que não me fiz monge beneditino", "Por que não completei o curso de Direito", "Por que deixei o meu Nordeste", até o último capítulo, que se intitula: "Por que não me casei". Um amigo meu disse: "Mas isso é nitroglicerina pura!". (risos)

Qual será o título do livro?

O título vai ser um verso de Guillaume Apollinaire, do poema "Le pont Mirabeau".

Belíssimo poema.

Lindo, né? Tenho num quadro que um amigo imprimiu numa tipografia francesa e me deu de presente. O meu livro é: "Vão-se os dias e eu fico". "Les jours s'en vont je demeure". (recita) "Sous le pont Mirabeau coule la Seine/ Et nos amours/ Faut-il qu'il m'en souvienne/ La joie venait toujours après la peine// Vienne la nuit sonne l'heure/ Les jours s'en vont je demeure". E tem a epígrafe, esses dois versos de Guillaume Apollinaire.

mais em Terra Magazine

"Na primeira parte, "Memórias", Fonseca esclarece os porquês da própria vida. A época do exército, a ida à Brasília, a pesquisa sobre Gilberto Freyre, o período em Guiné-Bissau e o retorno a Olinda são alguns deles. Na segunda parte, "Evocações", o autor rememora pessoas queridas. Pelas páginas do livro, caminham com o autor figuras essenciais de nossa história."

sobre o livro em Ateliê Editorial

ENF: Em entrevista por telefone a Terra Magazine

Leia na íntegra
entrevista sobre Edson Nery no
Terra Magazine.

Uma única crítica é:
por que uma foto de Manual Bandeira se a entrevista é com Edson Nery?

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Edson Nery da Fonseca no OFAJ

Citado na categoria Experiências do site OFAJ, vale a pena conferir:

http://www.ofaj.com.br/experiencias_conteudo.php?cod=3

(Fonte: FONSECA, Edson Nery. Depoimento. A biblioteca de cada um. Palavra Chave, São Paulo, n.1, p.7, maio 1982)

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Edson Nery em matéria na Folha Online

O No fim de junho, a Folha Online publicou uma reportagem interessante comentando a figura de Edson Nery da Fonseca, entitulada "Polêmica e biblioteconomia espelham obra de Edson Nery da Fonseca" por Teresa Chaves, em colaboração para a Folha Online.

Comentando brevemente sua vida como biblioteconomista, quase militar e monge, hoje um dos maiores especialistas no Brasil da obra de Gilberto Freyre, Edson Nery "é tudo isso e um pouco mais." Também fala sobre seu caráter de críticas e persistência quanto aos desafios da profissão, relata alguns de seus trabalhos e dá uma vista panorâmica de sua atuação na área. Termina a matéria com o poema que também expomos aqui no menu lateral do blog: "Estou limitado ao Norte pela literatura / Ao Sul pela saudade da vida militar / A Leste por Gilberto Freyre / E a Oeste pelo Mosteiro de São Bento." (in 'Interpretação de Edson Nery da Fonseca', Bagaço, 2001).

Teve como fontes: ExtraLibris; BSF; Unicamp; Continente e claro, nosso blog aqui do Edson Nery, especificamente o post sobre o poema MAPA, da Monte-Mór, que temos aqui na lateral.

Disponível em: FOLHA ONLINE

terça-feira, 7 de julho de 2009

Edson Nery da Fonseca na FLIP

os Edson Nery da Fonseca participou na FLIP (Feira Literária Internacional de Paraty) ao lado de Zuenir Ventura, da Mesa Literária Antologia Pessoal em uma das homenagens a Manuel Bandeira (que toma o lugar de homenageado esse ano, como Machado de Assis, na feira passada). Como apresentado no podcast da apresentação da mesa, foi uma "[...] mesa de discussão afetiva em torno do Bandeira. São duas pessoas que conheceram o Bandeira de perto, o Zuenir Ventura como aluno, o Edson Nery da Fonseca como amigo..."
A FLIP disponibilizou:
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Dois vídeos sobre a participação de Edson Nery na FLIP:
Mesa 18 - Edson Nery da Fonseca e Zuenir Ventura

Mesa 18 - Edson Nery reza um poema de Bandeira

Vídeos por Aline Isler

sábado, 27 de junho de 2009

Edson Nery da Fonseca na Wikipédia

Finalmente, um artigo sobre Edson Nery disponível na Wikipédia, fruto do esforço dos colaboradores desse blog!

Acessem http://pt.wikipedia.org/wiki/Edson_Nery_da_Fonseca.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Edson Nery no Open Library

Pesquise cerca rde 50 títulos, autores, anos e editores
das obras de Edson Nery da Fonseca aqui no OPEN LIBRARY.

Postado por Iruama.

Introdução à Biblioteconomia

Edson Nery da Fonseca aborda neste livro todos os aspectos e objetos presentes na história da Biblioteconomia. Explicando o que é a Biblioteconomia, sua forma de organização e função na sociedade.Cita os principais objetivos e objetos presentes na Biblioteconomia, exemplificando cada item e mostrando sua importância e evolução na história da Biblioteconomia.

Os itens presentes no livro são:
  • O livro: importantíssimo veiculo de comunicação. É através dele que se estimula o conhecimento;
  • A biblioteca: é nela que estão presentes o livro, o leitor e o bibliotecário. Fundamental para a disseminação da informação através do bibliotecário.
  • O leitor: é o elemento mais importante da biblioteca, sem ele a biblioteca não existiria;
  • A leitura: a leitura vai além do que se está escrito, é a criação de idéias e a expansão do conhecimento;
  • O bibliotecário: sua presença na biblioteca é essencial. É ele quem vai auxiliar o leitor e ajudá-lo na sua busca por informações. O bibliotecário tem o papel importantíssimo de disseminador da informação, sem ele a biblioteca fica desorganizada e sem sentido.

No final de seu livro, Fonseca introduz alguns textos que falam sobre a Biblioteconomia. falando um pouco dos autores e dos aspectos de seus textos. Os textos são:

* Biblioteconomia – Mário de Andrade
* Poesia e Utilidade de Simões dos Reis – Carlos Drummond de Andrade
* Um Bibliotecário – Gilberto Freyre
* Reflexões sobre a situação atual e futura do bibliotecário no Brasil – Otto Maria Carpeaux
* Um editor no céu – Carlos Drummond de Andrade
* Do leitor – Augusto Meyer
* O gladíolo no ramalhete – Lêdo Ivo
* O bibliotecário – Emilio Carrera Guerra
* Para uma feira do livro – Cabral de Melo Neto

Postado por Eilen.

Postagens

Confira também as Postagens mais antigas

Cronologia da vida de Edson Nery da Fonseca

A vida de Edson Nery da Fonseca se confunde com a história da Biblioteconomia Brasileira. Foi fundador de cursos de biblioteconomia de graduação e pós - graduação; participou também da fundação da Universidade de Brasília e do IBBD, hoje IBICT. Em 1995, pela UnB, foi condecorado com o título de Professos Emérito, por ter alcançado uma posição eminente em atividades universitárias.

Cronologia da vida de Edson Nery da Fonseca

  • 1921; nasce a 06/12 no Recife e filho do comerciante Inácio Nery da Fonseca e Maria Luíza Nery da Fonseca.
  • 1930-1941; ensino educacional do curso primário e secundário.
  • 1942; com 21 anos, Fonseca ingressa na Faculdade de Direito do Recife interrompendo o curso em 1943 ao ser convocado para o Exército onde presta serviços até 1945. Neste período também exerce o jornalismo literário no Jornal do Commercio e no Diário de Pernambuco até 1946.
  • 1946; aos 25 anos é nomeado, pela Prefeitura Municipal do Recife, à Diretoria de Documentação e Cultura (DDC) tendo o estímulo necessário para a matrícula no curso Fundamental de Biblioteconomia da Biblioteca Nacional no Rio de Janeiro, sendo diplomado no ano seguinte.
  • 1948, retorna ao Recife onde, pela DDC, funda o 1° curso de Biblioteconomia do nordeste que dirige até 1951 quando é dispensado pela Universidade por ter escrito o artigo “Verdades incômodas”, publicado no Diário de Pernambuco.
  • 1952-1953; reside em João Pessoa e sob os auspícios do Instituto Nacional do Livro ministra cursos intensivos de Biblioteconomia para bibliotecários do Estado da Paraíba, Pernambuco e Alagoas.
  • 1954; transfere-se para o Rio de Janeiro onde organiza e dirige o Departamento de Bibliografia do Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação (IBBD).
  • 1955; já em Brasília, ingressa por concurso público na carreira de bibliotecário da Câmara dos Deputados.
  • 1956-1960; é eleito Presidente da Associação Brasileira de Bibliotecários, também organizando e dirigindo a Comissão de Documentação da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
  • 1962-1965; é convidado a integrar o corpo docente na nova Universidade de Brasília (UnB) como professor associado em regime de tempo parcial, quando em 65 torna-se professor titular, organizando e dirigindo os Cursos de Biblioteconomia.
  • 1966; organiza e dirige na UnB a Faculdade de Biblioteconomia e Informação Científica.

Cronologia da vida de Edson Nery da Fonseca

  • 1972; passa a dirigir a Faculdade de Estudos Sociais Aplicados da Universidade de Brasília, até 1978.
  • 1976; contratado pelo Unesco como consultor do projeto para criação de um sistema nacional de bibliotecas na Guiné-Bissau.
  • 1980-1987; requisitado para atuar na Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj, Recife). Inicia as funções como 1° Superintendente do Instituto de Documentação. Em 82 é nomeado Coordenador de Assuntos Internacionais da Fundação, onde de 85 a 86 assume o cargo de Assessor da Presidência vindo a ser dispensado em 87.
  • 1988; é designado pelo Presidente da República para compor a Comissão Especial responsável pela preservação dos documentos integrantes do acervo privado da Presidência onde trabalha até 1990.
  • 1991; aos 70 anos, aposenta-se como professor da UnB. Desde então, dedica-se à conferências e à publicações de livros voltados principalmente para a área da Biblioteconomia e também a respeito da vida e obras de Gilberto Freire, a quem dedica grande apreço.

Artigos escritos por Edson Nery da Fonseca

Clique na imagem para visualizá-la em maior resolução.


Postado por Mayara

quinta-feira, 25 de junho de 2009

EDSON NERY DA FONSECA
Antonio Miranda

Na cadeira de balanço, com um gato
no colo, mais bem seria um livro,
um terço, uma fruta, uma caixa.
Está lendo Bandeira, talvez Oscar Wilde,

relendo Gilberto Freyre – ou seria Mallarmé?
enquanto acaricia o felino predileto.
Sonha e rumina seu amor secreto.
Aristocrático, sim, e por que não?

Não importa se de origens lusitanas
fidalgas (de antigas capitanias) ou
se descendente de imaginários holandeses.
Se não por sangue, por afinidades,

(de ingleses, por certo) pernambucanidades,
herdades cultivadas e consubstanciadas.
Altivo, ativo, polêmico, apaixonado,
na sua Olinda colonial, junto à

igreja de sua maior devoção,
mas seu coração é livre, aberto
- livro aberto – numa fé que é
a um tempo carnal e transcendente.


Disponível em: http://www.antoniomiranda.com.br/poesia_ilustrada/portugues/edson_nery.html
Acesso em: 20 de junho de 2009

quarta-feira, 24 de junho de 2009


Edson Nery da Fonseca

terça-feira, 23 de junho de 2009

MAPA ( Em confissão a Janice Monte-Mór)

MONTE-MÓR, Janice. Evocação. In: MOTTA, Antonio; VERRI, Gilda Maria Whitaker (orgs.). Interpretação de Edson Nery da Fonseca. Recife: Bagaço, 2001. p. 55-58.

Curiosidades

LIVRO INTERPRETAÇÃO DE EDSON NERY
ANTONIO MOTTA. BAGAÇO. 2001:

O livro Interpretação de Edson Nery da Fonseca é uma coletânea de textos reunidos por Antonio Motta e Gilda Maria Whitaker Verri, em homenagem aos oitenta anos de Edson Nery da Fonseca. Os textos mostram desde sua carreira como bibliotecário, sua influência na biblioteconomia brasileira, passando pela dedicação ao estudo de Gilberto Freyre e sua obra, chegando ao desejo de se tornar um monge beneditino e a paixão pela poesia e por gatos. Bibliotecários, bibliófilos, jornalistas, professores, escritores, intelectuais, poetas e demais amigos encontram-se representados nesta belíssima homenagem.

Imagens:

Curiosidades

Retiradas do livro Interpretação de Edson Nery Fonseca. Antonio Motta. Bagaço. 2001:
Através das referências bibliográficas registradas em listas ou notas de rodapé, ou seja das citações, a autora analisará quais foram as principais influências sobre o pensamento de Edson Nery da Fonseca na construção de sua visão sobre a biblioteconomia e a documentação no Brasil.
Foram identificadas 1212 citações em 583 fontes. Dentre os 494 autores citados, destacamos apenas os cinco primeiros: José Ortega Y Gasset, 31 citações; em segundo Gilberto Freyre, 30 citações; em terceiro Louise-Noële Malclés, 23 citações; em seguida Rubens Borba de Moraes, 18 citações; Paul Otlet, 17 citações.
Já dentre as instituições as cinco mais citadas foram: Unesco, 46; Brasil: Leis, Decretos, etc, 22; American Library Association, 7; IBBD (Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação), 7; FID (Federação Internacional de Documentação), 5.
A autora ainda faz uma divisão das citações por: obras citadas pelo título, onde destaca-se a presença marcante das enciclopédias; tipo de documentos citados, sendo o livro o tipo mais utilizado (526), e entre outros a bibliografia, que segundo a autora refletem seu interesse profissional; data da publicação dos documentos citados, dentro de um período compreendido ente 1776 a 1992, o período de 1949 a 1979 foi o mais freqüente, sendo o ano de 1972 o ponto mais alto, já o pico existente em 1934 corresponde as citações de Paul Otlet; e por fim o local de publicação e idioma dos documentos citados, Brasil, França, Estados Unidos e Inglaterra, ente outros.
Por fim a autora conclui que ficou patente a influência exercida por Ortega y Gasset, talvez porque este também teve forte atuação sobre a biblioteconomia brasileira. Outro ponto foi a soma de citações a países europeus, confirmando as fontes européias que influenciaram tanto a biblioteconomia quanto o pensamento de Edson Nery da Fonseca.
MUELLER, Suzana Pinheiro Machado. Fontes da produção Intelectual em Biblioteconomia e documentação. In: MOTTA, Antonio; VERRI, Gilda Maria Whitaker (orgs.). Interpretação de Edson Nery da Fonseca. Recife: Bagaço, 2001. p. 116-151.

Curiosidades

Retiradas do livro Interpretação de Edson Nery Fonseca. Antonio Motta. Bagaço. 2001:
O Sr. Edson Nery da Fonseca – o jovem técnico a quem se deve o quase milagre realizado na Faculdade de Direito do Recife... – é bem continuador do Sr. Borba de Moraes. À competência técnica junta o Sr. Nery da Fonseca – que é também um escritor novo, cheio de possibilidades – um entusiasmo de franciscano e paciência de beneditino. É completo. Cuida do geral e dos pormenores. Cuida dos livros sem esquecer-se de que os livros devem existir para os homens como os sábados da definição de Cristo.
FREYRE, Gilberto. Ressurreição de uma biblioteca. . In: MOTTA, Antonio; VERRI, Gilda Maria Whitaker (orgs.). Interpretação de Edson Nery da Fonseca. Recife: Bagaço, 2001. p. 38-39.
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Curiosidades

Retiradas do livro Interpretação de Edson Nery Fonseca. Antonio Motta. Bagaço. 2001:

Edson Nery da Fonseca e Gilberto Freyre cultivaram uma amizade de mais de quarenta anos. Assim como Edson Nery da Fonseca, Gilberto Freyre era pernambucano, nascido no Recife em 1900, faleceu aos oitenta e sete anos. Os longos anos de estudo das obras de Freyre e a aproximação e convivência entre ambos renderam a Nery da Fonseca o título de Gilbertólogo, ou Gilbertófilo como ele prefere ser denominado. A amizade entre os dois também rendeu um compadrio, Edson Nery da Fonseca, o “tio Gigante”, foi o escolhido por Fernando, filho de Freyre, para ser seu padrinho de crisma.

Guardo em meus arquivos a mensagem que recebi a alguns anos atrás: ‘Um dia – faz muitos anos – certo menino convidado pelos Pais ao escolher seu Padrinho de Crisma, apontou, sem vacilar, o Tio Gigante. E na igrejinha de Boa Viagem, em outro dia também perdido no tempo, o afilhado e seu Padrinho renovaram juntos as promessas do Batismo. Como disse Joaquim Nabuco, o traço da vida é um desenho da infância que o adulto conserva pelo resto da vida. Meu caro Fernando, você é o desenho que eu conservarei por toda a vida. 8 de agosto de 1978. Edson Nery da Fonseca’.
FREYRE, Fernando de Mello. Um devoto dos livros. In: MOTTA, Antonio; VERRI, Gilda Maria Whitaker (orgs.). Interpretação de Edson Nery da Fonseca. Recife: Bagaço, 2001. p. 165-172.
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Durante o Ciclo de Conferências sobre Casa-grande & senzala, em 1983, Edson Nery da Fonseca revela:
A primeira referência que ouvi a respeito de Casa-grande & senzala foi de que se tratava de um livro imoral. No curso pré-jurídico do Colégio Oswaldo Cruz, um certo professor Moacir de Albuquerque recomendara a leitura da obra e uma das alunas era minha irmã mais velha; ouvi-a contar em casa ter o pai de uma de suas colegas proibido a leitura prescrita pelo professor em nome da moral.
FREYRE, Fernando de Mello. Um devoto dos livros. In: MOTTA, Antonio; VERRI, Gilda Maria Whitaker (orgs.). Interpretação de Edson Nery da Fonseca. Recife: Bagaço, 2001. p. 165-172
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No ano de 2000, em comemoração ao centenário de nascimento de Gilberto Freyre, Edson Nery da Fonseca é designado pela Fundação Gilberto Freyre para auxiliar no projeto que pretendia filmar um documentário do Freyre, sob a direção de Nelson Pereira dos Santos. Entretanto, além de conselheiro também se tornou o narrador/ator do primeiro episódio de quatro que seriam filmados. Essa primeira parte abordava a vida e a importância de Casa-grande & senzala. A princípio o ator José Wilker havia sido designado para tal tarefa, mas impossibilitado de assumi-la Nelson Pereira dos Santos resolveu convidar Edson Nery da Fonseca, que não só aceitou como surpreendeu o diretor e sua equipe.